Joaquim de Macedo me descreveu como aquela que a todos encanta e me apelidou de “Moreninha”. Machado de Assis era completamente apaixonado e devotado a mim. O Seu Jorge anda dizendo por aí que eu sou uma menina bem difícil de esquecer, ando bonito, tenho brilho no olhar e um jeito adolescente que faz todo mundo enlouquecer. Minha modéstia só me deixa concordar com a parte do brilho no olhar... O Bebeto adora contar de quando me encontrou numa tarde de domingo e ficou perdido de amor. Já o Chico diz que nos meus olhos fundos eu guardo toda a dor desse mundo. É... sofrer é inevitável; mas que nada, Chico! Eu sou muito mais feliz do que “guardadora das dores do mundo”. Luiz Gonzaga só sabe falar que, no forró, todo mundo é caidinho pelo meu cheiro. Vou perguntar isso no próximo forró que eu for. “E ela mora no meu peito / e eu moro vizinho a ela / e eu fico desse jeito / pensando nos beijos e nos carinhos dela.” O Jorge Ben diz que eu sou a Carolina Carol Bela. Vivo a poesia do meu nome.
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E eu continuo a mesma ainda que completamente diferente.